No próximo Domingo vá à Citânia de Briteiros




À semelhança dos anos anteriores, irá decorrer na Citânia de Briteiros, no próximo dia 6 de Setembro, uma actividade de Recriação Histórica, a "Citânia Viva".
O evento visa reconstituir um pouco o aspecto de algumas actividades do dia-a-dia na Idade do Ferro, no que seria um aglomerado importante na região do Entre-Douro-e-Minho. Não se tratando de Arqueologia Experimental, a Citânia Viva é um conjunto de encenações de algumas actividades específicas, nas quais se inclui um "almoço castrejo", um ritual de incineração e um "conselho dos anciãos".
O evento é organizado pela Casa do Povo de Briteiros, recorrendo a figurantes voluntários da comunidade local e alguns participantes de fora.

Memória Descritiva da Ponte de Bouças-Sangidos


A ponte Bouças-Sangidos encontra-se referenciada em documentos medievais desde 1292, integrando uma via medieval com ligação a Guimarães. Há referências a seu respeito nas Inquirições de 1258 e, no local, noticia-se a existência de uma Gafaria que remonta ao século XIII. Na margem direita, junto à ponte, foi erigida uma capela barroca, actualmente em avançado estado de degradação.
A ponte, erigida sobre o rio Vizela, afluente do rio Ave, liga os lugares de Bouças e Sangidos, das freguesias de Fafe e Golães respectivamente, pertencentes ao concelho de Fafe, distrito de Braga.
As coordenadas geográficas, segundo a Carta Militar de Portugal na escala 1.25.000, folha – 85, são as seguintes:
Latitude N - 41º 26'53.69´´
Longitude W - 8º 11´50.28´´
Altitude - 250 metros

A ponte Bouças-Sangidos, cujo acesso se faz pela estrada municipal nº106, é de porte modesto, com tabuleiro em cavalete assentando em dois arcos e um óculo. O arco maior, de volta perfeita, tem 8,20m de diâmetro e é composto por trinta e sete aduelas (visíveis). O arco menor, de forma ogival com 3,47m de abertura, compõe-se por vinte e duas aduelas e possui no seu intradorso cerca de 12 siglas lapidares ainda não descritas. Em ambos, as aduelas apresentam uma forma em prisma trapezoidal. O óculo, de forma rectangular mede 1,36m de largura.
O pegão central apresenta-se de secção rectangular, com 5,70m de comprimento e 2,15m de altura, adossando um talhamar a montante, em forma de prisma triangular, com a altura de 1,47m e, nas faces laterais, o comprimento médio de 3,70m. Do lado jusante, o pegão apresenta quatro fiadas de silhares dispostas em degrau que dão acesso a um terreno de cariz agrícola, criado com o assoreamento do arco menor.
O tabuleiro da ponte tem cerca de 30m de comprimento e 3,70m de largura média, correndo na horizontal desde a margem esquerda até ao arco maior e descendo desde aí até à outra margem.
A ponte é constituída em alvenaria de granito, de grão fino. As pedras das aduelas apresentam-se bem aparelhadas, mas o paramento do pegão apresenta fiadas irregulares assentes sem argamassas e sem cunhas.
No seu conjunto, o monumento é equilibrado e insere-se harmoniosamente na paisagem.
Hugo Cardoso

O "CORREIO DE FAFE" DÁ A NOTÍCIA