RECONHECIMENTO DE DUAS PONTES NA FREGUESIA DE QUEIMADELA




Por indicação de Carla Vaz, Delegada da ATRIUM para a freguesia de Queimadela, no final da tarde do passado dia 14 de Julho, uma equipa da ATRIUM fez o reconhecimento de duas pontes: o “Pontão da Pedra” em Ameixedo e a Ponte de Pondres junto ao lugar de Cabanas, ambos sobre o Rio Vizela.

O “Pontão da Pedra” faz a ligação do lugar de Ameixedo com outros lugares da outra margem, nomeadamente o lugar de Cheda.

Esta passagem tem associada uma velha calçada mal conservada onde surgem, bem vincados, os sinais da persistente passagem dos carros de tracção animal.



O Pontão tem cerca de 8 metros de comprimento, 2,5 m de largo e pouco mais de 1 metro de altura. É composto por grandes lajes graníticas dispostas ortogonalmente ao curso de água, assentes em um pilar central, formado também por grandes lajes graníticas toscamente afeiçoadas.

Verifica-se que este Pontão da Idade Moderna (século XVIII ou XIX) está mal conservado e carece de uma intervenção de reconstituição e consolidação.

Deveria também proceder-se à limpeza do rio desassoreando-o.



PONTE DE PONDRES




A Ponte de Pondres é uma estrutura supostamente refeita no século passado. Tem cerca de 3 metros de altura e um tabuleiro, actualmente com piso de terra batida, assente em dois pilares formados com blocos graníticos de boa cantaria.

No sentido Noroeste segue uma bela e bem conservada calçada chamada de “Vale da Cruz” que outrora garantia a ligação ao lugar do Assento onde se localiza a Igreja Paroquial de Queimadela.

Como é bem visível na fotografia esta Ponte encontra-se ameaçada pela forte vegetação que a envolve e uma grande quantidade de lixo acumulado a montante. A ATRIUM preconiza uma futura intervenção naquele local mágico visando a limpeza de todo aquele belo conjunto.



Alminhas de Pondres 1876

CARTA DO PATRIMÓNIO COMEÇOU POR ABOIM


Igreja Paroquial de Aboim


A Associação do Património Histórico e Arqueológico de Fafe iniciou no passado mês de Junho uma acção que visa uma abordagem sem precedentes ao Património da Freguesia de Aboim. Esta actividade conta com o imprescindível apoio da Junta de Freguesia de Aboim, na pessoa do seu Presidente, António Novais, que tem revelado um interesse impar, na preservação e divulgação de Património Histórico daquela freguesia.

A presente acção tem por objectivo a elaboração da Carta do Património de Aboim e simultaneamente sensibilizar a população residente para a importância deste Bem comum.

A equipa da ATRIUM que se encontra no terreno, tem sido bem recebida e os moradores têm mostrado grande receptividade e vontade de colaborar, prestando informações preciosas para o conhecimento do rico Património de Aboim.


Mamoa 1 de Lameiras, Aboim

Aboim é a “Capital” do Megalitismo fafense

Até ao momento foram registados na freguesia onze Monumentos Megalíticos, mais ou menos conservados; Só na Necrópole de Lameiras, já na confluência do concelho de Cabeceiras de Basto, existem cinco mamoas que testemunham uma forte ocupação humana durante o final da nossa Pré-história.

António Novais é receptivo à ideia de, num futuro próximo, fazer o estudo daqueles monumentos, procedendo a escavações arqueológicas que certamente seriam um bom “pretexto” para a criação de um Centro de Interpretação do Megalitismo das Serras de Fafe com mais de meia centena de Monumentos por estudar.


Espigueiro da Batoca, Aboim


Os trabalhos de prospecção, inventariação e cartografia do Património Histórico e Arqueológico de Aboim vão continuar até à saturação, devendo os resultados ser apresentados publicamente no final do ano.

No âmbito deste trabalho está também a ser concebido um filme integrado no projecto de divulgação áudio visual «Terras de Monte Longo», dedicado à freguesia de Aboim.

A ATRIUM estenderá a Carta do Património Cultural a outras freguesias das Terras Altas de Fafe, envolvendo outras comunidades nesta tão nobre tarefa de preservar a nossa memória colectiva.



 Moinho de casca, 1866, Aboim

Texto publicado também no Jornal "Correio de Fafe" de 9 de Julho 2010


NECRÓPOLE FAMILIAR RUPESTRE DA ALTA IDADE MÉDIA VAI SER ESTUDADA


Necrópole Rupestre do Campo das Pias, Castanheira, Travassós

Hoje, 7 de Julho a ATRIUM procedeu à monitorização da Necrópole Familiar Rupestre, localizada no Campo das Pias, no lugar de Castanheira, freguesia de Travassós.
Esta Necrópole corresponde a dois leitos sepulcrais escavados no mesmo afloramento granítico. As sepulturas encontram-se lado a lado, orientadas no sentido Nascente/Poente e apresentam configuração distinta: uma é de forma rectangular, mais larga e mais comprida que a outra de forma trapezoidal alongada com os ângulos arredondados.
Estamos perante um conjunto sepulcral aparentemente familiar (casal) com duas sepulturas: uma para o homem e a outra para a mulher.
As caixas tumulares tinham cobertura individual, supostamente com grandes lajes graníticas, cujo paradeiro é desconhecido.
O conjunto localiza-se em um agradável carvalhal entre o lugar da Castanheira e o Monte de Santa Marinha e é conhecido no meio cientifico desde os anos 80 da século passado, altura em que o Município de Fafe patrocinou o primeiro Levantamento Arqueológico do concelho.
Este monumento está inventariado e consta na listagem da incidência arqueológica no PDM de Fafe, (em revisão) com uma "vasta" área de protecção justificada pelo facto de nas imediações existirem fortes indícios de um habitat, cuja tipologia e cronologia estão por determinar.
Mário Barroca, o maior estudioso das sepulturas escavadas na rocha (SER) de Entre Douro e Minho, admite a hipótese desta necrópole ter sido concebida entre os séculos VIII e IX.
A ATRIUM vai brevemente realizar uma intervenção no local, visando o estudo deste importante conjunto arqueológico, a sua valorização e divulgação, integrando-o no Roteiro Medieval do concelho. Vamos também propor aquele sítio à classificação de Imóvel de Interesse Municipal.

PONTÃO DO SABUGAL


PONTÃO DO SABUGAL VISTO DE JUZANTE

Quando fizemos referência às pontes históricas de Fafe, referimos que não afastávamos a hipótese de virem a ser identificadas outras estruturas similares. Recentemente soubemos da existência de um pontão “inédito”, em termos de inventariação. Trata-se do Pontão do Sabugal que faz a travessia do Rio Ferro unindo o lugar do Sabugal da freguesia de Fafe e Ribeira do lado de Antime.
A existência desta ponte foi revelada no último Boletim Informativo da Junta de Freguesia de Fafe, num apontamento intitulado «Ponte Medieval pode Ruir (entre Fafe e Antime)».
A José Mário Silva, Presidente da junta da cidade, agradecemos esta “revelação”, contudo queremos deixar aqui alguns reparos: O Pontão do Sabugal não é de todo Medieval. Não consta sequer nas Memórias Paroquiais de 1758.
A estrutura foi por nós observada e revela características construtivas que claramente apontam para a Idade Moderna, finais do séc. XVIII/ séc. XIX.
O nosso Presidente de Junta, esqueceu-se de mencionar o acesso ao Pontão que corresponde a uma bela e bem conservada calçada, esta sim pode ser mais antiga e é também Património a Salvaguardar.
Atendendo ao facto da Junta de Freguesia de Fafe estar a “recuperar o caminho entre lugar do Sabugal/Fafe e o lugar da Ribeira/Antime”, esperamos que a referida calçada seja conservada e não aconteça o verificado há mais de duas décadas, quando José Mário Silva foi corresponsável pela destruição de um bom troço de via Medieval no lugar de Bouças junto à Ponte (esta sim Medieval) de Sangidos. Na altura foi deixado um pequeno testemunho da calçada medieva, sinal de que os responsáveis pela obra já tinham consciência da importância daquela calçada do séc. XIII.
Ficamos satisfeitos com a nova sensibilidade do Presidente de Junta de Fafe pelo Património Histórico e esperamos que, desta vez as obras preconizadas não belisquem a calçada e o pontão possa ser recuperado.
Entretanto José Mário Silva pode contar com o nosso suporte técnico e científico neste e noutros empreendimentos que impliquem Património Histórico.


Vamos estar atentos à intervenção pela Junta de Freguesia de Fafe.

A ATRIUM VOLTOU!

PEDIMOS DESCULPA POR ESTA INTERRUPÇÃO.
A INTERVENÇÃO VOLTA JÁ A SEGUIR.