| In: Jornal "O Desfoço" de 2 de Abril de 1922 |
OS LAVADOUROS SÃO PATRIMÓNIO A CONSERVAR
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| Lavadouro público da Praça das Comunidades |
Primeiro nas margens dos rios e poças, mais tarde em tanques, a lavagem de roupa suja foi uma tarefa exclusiva das mulheres. Os lavadouros públicos surgiram em finais do século XIX, passando a ser muito concorridos por lavadeiras de mister e outras mulheres que só lavavam a sua própria roupa. Os lavadouros eram lugares de encontro onde se falava da vida alheia; eram os “pasquins” da aldeia.
Outrora existiam na “vila” de Fafe vários tanques públicos que aos poucos foram desaparecendo. Os lavadouros são património representativo de uma época, não muito longínqua, em que as práticas comunitárias eram mais frequentes. O simbólico lavadouro da Praça das Comunidades é dos poucos ainda existentes na cidade que ainda é utilizado e por isso deve ser conservado e valorizado. Um desafio aos arquitectos paisagistas?
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| Foto tirada hoje (28 de Outubro de 2011) |
Poema da Lavadeira
Lava, lava, lavadeira,
Com a alma, com a mão.
Água canta na torneira
Sua líquida canção.
Lava, lava, lavadeira,
Sem descanso, sem razão.
Sua história verdadeira
Escreve-se com sabão.
Água canta na torneira
Sua líquida canção,
Lava, lava, lavadeira,
Com a alma, com a mão.
A manhã é transparente,
Brilha o sol com seu calor.
Tanto sonho de repente
Misturado com suor.
Lava, lava, lavadeira,
Sua roupa-ganha-pão,
Você tem a vida inteira,
Pra cumprir sua missão.
Cícero Alvernaz
HÁ 66 ANOS FAFE VIA ESTE FILME NO TEATRO-CINEMA
«A Vizinha do Lado» estreou a 5 de Janeiro de 1945 no Coliseu (Porto). Argumento: A história de Plácido Mesquita, professor de moral num liceu em Famalicão, que vem à capital para visitar seu sobrinho, Eduardo, que ele julga estar a estudar para médico. A situação complica-se pois nem Eduardo estuda, e ainda vive com uma mulher, Isabel que é corista no teatro de revista. Intérpretes: Nascimento Fernandes - Plácido Mesquita; Lucília Simões - D. Adelaide; António Vilar - Eduardo; Madalena Sotto - Isabel; Carmen Dolores - Mariana; António Silva - Sr. Saraiva; Ribeirinho - Jerónimo; Hortense Luz - Maria; Emília de Oliveira - D. Gertrudes; Amélia Figueiroa - Joaquina; Maria de Lourdes - Laurentina e ainda: Mário Santos; Pereira Saraiva; Silvestre Alegrim; Sales Ribeiro; Carlos Alves; Alfredo Henriques... Realização: António Lopes Ribeiro.
A AZENHA DA PONTE DE S. JOSÉ
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| Reprodução de um postal dos inícios do séulo XX |
Localizada nas fraldas do pequeno outeiro onde foi erigida a capela de S. José, na margem direita do Rio Ferro, poucos metros a jusante da ponte nova de S. José, esta antiga azenha, que foi também fábrica de pentes, aparece-nos hoje completamente arruinada. A vegetação daninha invadiu aquelas grossas paredes que outrora abrigaram engenhos onde se transformou cereal em fina e alva farinha para o “pão-nosso de cada dia”.
A Azenha da Ponte de S. José, um dos principais centros de moagem em princípios do século XX, acha-se hoje votada ao abandono, em avançado estado de ruína. A modernidade, mais uma vez, foi “madrasta” para este importante testemunho da ruralidade às portas da cidade.
| Recorte do jornal "Povo de Fafe" de 28 de Abril de 1914 |
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| A Azenha junto à ponte nova de S. José - Postal do Início do séc. XX |
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| A Azenha e a capela de S. José ao fundo |
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| A Azenha vista da Estrada Nacional 207 |
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| Uma das janelas com gradeamento em ferro |
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| O edifício visto de jusante |
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| Mesmo sem porta as silvas impedem a entrada |
BILHETES POSTAIS IMPRESSOS EM FAFE HÁ CERCA DE 75 ANOS
Estes bilhetes postais foram impressos na tipografia do jornal "O Desforço" em finais da década de 20 do século passado.
Reproduzimos aqui espécimes originais, gentilmente cedidos (para digitalizar), por Elvira Reis. A nossa Associação agradece a disponbilidade e confiança.
PATRIMÓNIO MÓVEL - OS FONTANÁRIOS
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| Fontanário do Largo do Carvalhal Antime |
Fontanários ou fontes, muitos já foram desactivados e removidos, outros, muito poucos, continuam em funcionamento ou simplesmente imóveis em lugares onde outrora os populares faziam fila para encher os seus cântaros com o liquido precioso que poucos tinham ainda o privilégio de utilizar em casa própria. A água canalizada nas habitações demorou a expandir-se, durante muitos séculos, as fontes foram pontos fundamentais para a recolha de água potável.
O Largo do Carvalhal na freguesia de Antime conserva este belo exemplar em ferro fundido, datável dos finais do século XIX princípios do Século XX.
Originalmente tinha duas torneiras, permitindo uma colheita dupla em simultâneo, uma delas foi desactivada, a concorrência é incomparavelmente menor nos dias de hoje, mesmo assim, este equipamento ainda é utilizado por alguns vizinhos.
A tentação levou à pilhagem da peça decorativa que encimava esta fonte. Em sua substituição foi improvisada uma pirâmide em chapa metálica.
Alertamos para a necessidade absoluta de preservar esta peça do nosso Património móvel em extinção.
BARBEARIA CUNHA DA FEIRA VELHA
A barbearia Cunha localiza-se na Praça Mártires do Fascismo (Feira-Velha), nos baixos de um dos edifícios mais castiços da cidade, “A Casinhola Alegre”, construída em 1914.
Júlio da Cunha fundou o negócio há mais de sete décadas, numa altura em que o terreiro da Feira-Velha apresentava uma fisionomia muito diferente da actual. No piso de terra brotavam árvores, plátanos e carvalhos. Um mictório em ferro e chapa, aliviava as bexigas dos frequentadores do extinto tasco do “Zéca Ferrador”, onde se esvaziavam canecas de vinho e também os quadrúpedes eram “calçados”.
Todas as quartas-feiras o emblemático largo era povoado com centenas de cabeças de gado para serem negociados numa feira, cuja origem se perde no tempo. Mais tarde, já nos anos quarenta do século passado, nas traseiras da extinta e destruída Escola Primária, fazia-se também a feira dos porcos. A Feira-Velha, assim designada já em meados do século XIX, era um dos lugares mais populares da Vila de antanho. Continua a ser, nos dias de hoje, um local que traz muitas recordações aos fafenses que, apesar da mudança toponímica, fruto da vontade do tempo, continua a ser incomparavelmente mais conhecido por Feira-Velha. Um claro exemplo de uma tradição que o povo quis preservar.
De regresso à barbearia, constata-se que foi remodelada ao longo do tempo, contudo, ainda conserva uma cadeira de barbeiro da altura da fundação, um belíssimo exemplar fabricado na M. Bartholo, uma empresa portuense que produziu este tipo de cadeiras, entre finais do século XIX e princípios do século XX.
António Augusto Oliveira Cunha, filho do fundador, a tocar os sessenta anos de idade, deu continuidade ao negócio, que não sendo o mais antigo do ramo, em Fafe, representa duas gerações a cortar barba e cabelo há cerca de oito décadas.
ATRIUMEMORIA RECEBEU ESPÓLIO DA ANTIGA BARBEARIA
Gentilmente e sem reservas, António Cunha doou à nossa Associação um conjunto de instrumentos que outrora foram utilizados no mister: Antigas máquinas de corte, manuais, uma navalha e respectivo amolador, são espécies que ficam agora guardadas no “Espaço Memória”, enriquecendo um já numeroso acervo que torna cada vez mais exíguo aquele núcleo.
Jesus Martinho
OS ÓRGÃOS SOCIAIS DA ATRIUMEMORIA
MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
Presidente - Carlos Alberto Ferreira Afonso
Secretário - Armando Sousa Marques
Vogal - Orlando Gabriel Pires Leitão
CONSELHO FISCAL
Presidente - Helena Maria Moreira Carvalho
Secretária - Maria do Céu Antunes da Silva
Vogal - Nuno Manuel Machado Lopes
DIRECÇÃO
Presidente - Jesus Manuel Pires Martinho
Vice-Presidente - José Joaquim Silva
Secretária - Mónica Sofia Gonçalves Teixeira Guimarães
Tesoureiro - Filipe António Magalhães Sampaio
Vogal - Marco Paulo Leite Gonçalves Oliveira
Vogal - Maria Soledade Henriques Vaz
Vogal - Marisa Oliveira Fernandes
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