* ASSOCIAÇÃO DO PATRIMÓNIO HISTÓRICO E ARQUEOLÓGICO DE FAFE

ARTE DO CÔA PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE HÁ 11 ANOS




ATRIUM RECEBEU CARTA DE CUBA


Excertos da carta

Matanzas, 12 de Outubro de 2009

Senhoras e Senhores: Jesus Martinho, Mónica Guimarães, Isabel Alves, Luís Matias, Manuel Meira Correia, Marisa Fernandes, Sandra Novais, Helena Carvalho, Daniel Bastos, Carina Faria, distinguidos membros da Associação do Património Histórico e Arqueológico de Fafe. Sou professor de História desde 1969, estive dois anos na Republica Popular de Angola (1981-1983).
Depois de voltar para Cuba comecei estudos da língua portuguesa como autodidacta… Li a notícia da criação da Associação ATRIUM, da sua primeira assembleia-geral, a constitutiva. Escrevo porque tenho algumas informações da região de Fafe, conheço os esforços do Governo socialista em cuidar; preservar o Património Histórico-Cultural e arqueológico do município e das freguesias da região…Pelas fotografias de jornais e revistas de Fafe é uma cidade bonita, limpa, tudo muito cuidado e bem assistido. Eu troco aquilo de: Fafe um Amor de Cidade” por: “Fafe uma Cidade para Amar”. Eu nunca estive lá e acreditem: amo Fafe! Depois de Cubano sou Fafense!
Se eu fosse o edil mandaria colocar com letras grandes um letreiro assim. Por um lado uma consigna: Fafe uma cidade para amar e pelo outro lado Fafe um amor de cidade. Nos autocarros igual. Sei porque razões os fafenses gostam da sua cidade. “ A chávena de ouro”, “a oitava maravilha do mundo” no norte de Portugal. Só falta que a sua equipa de futebol entre na segunda divisão! Como soube que a vossa Associação ATRIUM tem como tarefas principais participar activamente nas obras de preservação, estudos e divulgação do Património Histórico e Arqueológico da região, desde cá, sou membro “simbólico”, o associado mais longínquo que a ATRIUM possui! Quando leio alguma tarefa levada a efeito, uma nova acção de limpeza, de restauro etc… fico muito satisfeito, muito contente…
Caros amigos: gostaria de saber de outras actividades de vocês, não sei se é pedir muito umas cartinhas, que alguma que outra ocasião tiver noticias suas, saber como vai o trabalho, espero novos sucessos, novos integrantes, não sei se em Fafe existe algum tipo de associação de Amizade e Solidariedade com Cuba. Gostaria conhecer disso. Têm alguma bandeira, cachecol, distintivo ou escudo? Já foram publicados os estatutos, objectivos, órgãos de dircção da Associação? Saibam que cá tenho fraca informação. Espero que vocês me ajudem nesse sentido. Não é? Gostaria conhecer dos linhamentos e documentos da sua organização. Voces podem modificar os estatutos? Aprovar um em especial para associar um cubano amigo de Fafe da história e da geografia fafenses? Que tenho que fazer para ingressar em ATRIUM?
Poças! Como gostaria de trabalhar com vocês na luta pela manutenção do Património fafense… Quero constituir um comité de amizade e solidariedade Fafe-Matanzas, creio que em Lisboa existe um. Não sei se é de nível nacional ou de cidade. Ouvi falar deles na nossa TV. Cumprimentos para os fafenses. Espero um dia percorrer a região e trabalhar no nobre causa que vocês defendem. Muito obrigado pela sua atenção. Um tríplice abraço de irmão para toda a turma. Até já. Estamos juntos. Paz e saúde. Um servidor.
Assina: Marino Díaz Pérez

O PATRIMÓNIO COMO VALOR ESTRATÉGICO NACIONAL

O Património Cultural constitui o activo mais precioso de qualquer país, em especial dos que possuem percursos históricos mais antigos e cujos recursos naturais foram parcialmente exauridos com o tempo. Trata-se de um activo de que cada geração, presente e futura, se deve considerar como fiel depositária e cuja amplitude transcende a esfera estritamente nacional. Não podemos considerar-nos donos de tudo quanto nos foi colectivamente legado e que pertence em grande medida a quem nos antecedeu, cabendo-nos a nós apenas reparti-lo com os nossos contemporâneos e com quem nos há-de suceder. Cuidar e desenvolver o Património Cultural, muito mais do que uma decorrência da lei, nacional, europeia ou universal constitui, pois, um imperativo civilizacional e de cidadania.
CONHEÇA O DOCUMENTO NA INTEGRA, CLICANDO NA IMAGEM


VAMOS DAR UM FUTURO AO PASSADO



Depois do êxito conseguido na acção de limpeza da ponte medieval de Bouças-Sangidos, a direcção da ATRIUM prepara um conjunto de actividades a realizar ao longo do próximo ano, que oportunamente divulgaremos.

Agora que os destinos da Cultura fafense mudaram de mãos, esperamos poder continuar a ter o apoio do Município de Fafe nesta cruzada em defesa do nosso Património Histórico e Arqueológico.

O novo Vereador da Cultura, Pompeu Martins, contará com a colaboração desta Associação sempre que seguir uma politica adequada e eficaz, visando a boa gestão do Património Cultural deste Município.

No próximo Domingo vá à Citânia de Briteiros




À semelhança dos anos anteriores, irá decorrer na Citânia de Briteiros, no próximo dia 6 de Setembro, uma actividade de Recriação Histórica, a "Citânia Viva".
O evento visa reconstituir um pouco o aspecto de algumas actividades do dia-a-dia na Idade do Ferro, no que seria um aglomerado importante na região do Entre-Douro-e-Minho. Não se tratando de Arqueologia Experimental, a Citânia Viva é um conjunto de encenações de algumas actividades específicas, nas quais se inclui um "almoço castrejo", um ritual de incineração e um "conselho dos anciãos".
O evento é organizado pela Casa do Povo de Briteiros, recorrendo a figurantes voluntários da comunidade local e alguns participantes de fora.

Memória Descritiva da Ponte de Bouças-Sangidos


A ponte Bouças-Sangidos encontra-se referenciada em documentos medievais desde 1292, integrando uma via medieval com ligação a Guimarães. Há referências a seu respeito nas Inquirições de 1258 e, no local, noticia-se a existência de uma Gafaria que remonta ao século XIII. Na margem direita, junto à ponte, foi erigida uma capela barroca, actualmente em avançado estado de degradação.
A ponte, erigida sobre o rio Vizela, afluente do rio Ave, liga os lugares de Bouças e Sangidos, das freguesias de Fafe e Golães respectivamente, pertencentes ao concelho de Fafe, distrito de Braga.
As coordenadas geográficas, segundo a Carta Militar de Portugal na escala 1.25.000, folha – 85, são as seguintes:
Latitude N - 41º 26'53.69´´
Longitude W - 8º 11´50.28´´
Altitude - 250 metros

A ponte Bouças-Sangidos, cujo acesso se faz pela estrada municipal nº106, é de porte modesto, com tabuleiro em cavalete assentando em dois arcos e um óculo. O arco maior, de volta perfeita, tem 8,20m de diâmetro e é composto por trinta e sete aduelas (visíveis). O arco menor, de forma ogival com 3,47m de abertura, compõe-se por vinte e duas aduelas e possui no seu intradorso cerca de 12 siglas lapidares ainda não descritas. Em ambos, as aduelas apresentam uma forma em prisma trapezoidal. O óculo, de forma rectangular mede 1,36m de largura.
O pegão central apresenta-se de secção rectangular, com 5,70m de comprimento e 2,15m de altura, adossando um talhamar a montante, em forma de prisma triangular, com a altura de 1,47m e, nas faces laterais, o comprimento médio de 3,70m. Do lado jusante, o pegão apresenta quatro fiadas de silhares dispostas em degrau que dão acesso a um terreno de cariz agrícola, criado com o assoreamento do arco menor.
O tabuleiro da ponte tem cerca de 30m de comprimento e 3,70m de largura média, correndo na horizontal desde a margem esquerda até ao arco maior e descendo desde aí até à outra margem.
A ponte é constituída em alvenaria de granito, de grão fino. As pedras das aduelas apresentam-se bem aparelhadas, mas o paramento do pegão apresenta fiadas irregulares assentes sem argamassas e sem cunhas.
No seu conjunto, o monumento é equilibrado e insere-se harmoniosamente na paisagem.
Hugo Cardoso

O "CORREIO DE FAFE" DÁ A NOTÍCIA